VETINDEX

Periódicos Brasileiros em Medicina Veterinária e Zootecnia

p. 1355-1368

Doenças tóxicas de bovinos em Mato Grosso do Sul

Isaias Carvalho Souza, RooseveltCarvalho dos Santos, ArianyLilge Kawski de Sá Ribas, NickollyMoleta Colodel, EdsonVelozo Leal, PaulaChitolina Pupin, RayaneMarques Carvalho, NiltonAntônio Amaral de Lemos, Ricardo

Foi realizado um estudo retrospectivo de um período de 13 anos, entre 2000 e 2012, nos arquivos do Laboratório de Anatomia Patológica (LAP), da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FAMEZ), Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS). Para esse estudo utilizaram-se 2.359 laudos de necropsias de bovinos que tinham conclusão diagnóstica. Em 151 deles (6,40%) as causas de morte foram atribuídas às doenças tóxicas, agrupadas em intoxicações por plantas e outras doenças tóxicas. As intoxicações por plantas foram responsáveis por 88,9% dos surtos diagnosticados. Em ordem decrescente de frequência, as intoxicações pelas seguintes plantas foram descritas: Brachiaria spp. (27,88%), Vernonia rubricaulis (25%), Amorimia pubiflora (11,54%), Senna occidentalis e S. obtusifolia (8,65%), Enterolobium contortisiliquum e polpa cítrica (3,85% cada), Stylosanthes spp. (2,88%), Tetrapterys multiglandulosa (1,92%), Manihot spp., Simarouba versicolor, Crotalaria spp., Pterodon emarginatus e Solanum malacoxylon (0,96% cada). Neste grupo também foram agrupadas as nefropatias tóxicas, responsáveis por 9,62% dos surtos. Dentre as outras doenças tóxicas diagnosticadas, são descritas as intoxicações por chumbo (30,77%), ureia (23,08%), cloreto de sódio, abamectina e acidentes ofídicos (15,38% cada). Neste estudo, 5,6% dos diagnósticos conclusivos realizados em bovinos de Mato Grosso do Sul

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