VETINDEX

Periódicos Brasileiros em Medicina Veterinária e Zootecnia

p. 3113-3126

Avaliação clínica, laboratorial e perfil eletroforético na determinação do prognóstico de cães hospitalizados

Kelliton Fabretti, AndreiCristina de Batista Fonseca, InêsVarison Costa Pancieri, IauaniCardoso Knupp, FabíolaMarques Bordini, DaniloMendes Pereira, Patrícia

 Várias são as doenças que podem acometer os animais de estimação. Reconhecer os enfermos em risco de óbito permitiria intervenções médicas precoces e o estabelecimento de protocolos de monitoração diferenciados, aumentando a sobrevida. O objetivo deste trabalho foi analisar o potencial para marcadores de prognóstico de variáveis clínicas e laboratoriais acessíveis em 185 cães hospitalizados. Os animais foram alocados em dois grupos: os que obtiveram alta e os que foram a óbito, sendo o estado nutricional (EN) clínico definido pela interpretação do escore de condição corporal (ECC), escore de massa muscular (EMM) e índice de massa corpórea (IMC). Foram avaliadas as seguintes variáveis laboratoriais: eritrograma, contagem total de leucócitos, concentração de fibrinogênio, glicemia, cálcio, fósforo, magnésio, colesterol, albumina, proteína total e perfil proteico sérico definido por eletroforese. Foram indicativos de mau prognóstico: baixos valores de ECC, baixos valores de EMM, número total de linfócitos reduzido, hiperfosfatemia, concentrações reduzidas de albumina e de proteína total e diminuição da fração betaglobulina, na eletroforese. Foram indicadores de bom prognóstico: ECC normal ou elevado, adequado EMM e elevação discreta da fração alfa2-globulina, na eletroforese. Os autores não consideraram a glicemia, colesterol e o cálcio como indicadores de prognóstico.

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