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Periódicos Brasileiros em Medicina Veterinária e Zootecnia

Soybean growth under stable versus peak salinity

Bustingorri, CarolinaSilvio Lavado, Raúl

A produção de soja (Glycine max L.) duplicou nas últimas duas décadas. Atualmente está sendo cultivada em terras aráveis tanto nos solos tradicionais quanto marginais, incluindo solos salinos, em várias partes do mundo. A maioria das pesquisas sobre a tolerância das culturas à salinidade foi realizada utilizando solos com níveis estáveis de salinidade. No entanto, há solos que são sensíveis ao aumento brusco de salinidade do solo superficial por curtos períodos de tempo. Comparou-se o efeito das concentrações de salinidade estável com picos de salinidade no crescimento vegetativo da soja, na produção de grãos e no acúmulo de cloretos. A resposta do crescimento da soja à salinidade foi avaliada em experimentos em vasos com os seguintes tratamentos: irrigação com água destilada (Controle, C), a irrigação para alcançar a salinidade de 0,4 S m-1 (0,4S) ou 0,8 S m-1 (0,8S) e irrigação com picos para alcançar a salinidade 0,4 S m-1 (0,4P) e 0,8 Sm-1 (0.8P). A soja respondeu diferentemente aos níveis de salinidade estável contra picos de salinidade. Quando a salinidade foi um fator de estresse permanente, independentemente do nível de salinidade (ou seja, 0,4 e 0,8 S m-1), a produção da biomassa e a diferenciação dos órgãos reprodutivos foram muito afetadas, sendo que plantas tratadas (0,8S) nunca chegaram à fase reprodutiva. Pequenas diferenças nos resultados de crescimento foram encontradas entre 0,4P e tratamentos Controle, apesar de uma diminuição de 80% no rendimento estar associada com o tratamento 0,4P. Para obter uma produtividade de soja razoável, a concentração de cloreto de 1 mg g-1 de Cl- na matéria seca de folha deve ser considerada um limite máximo.

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