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Periódicos Brasileiros em Medicina Veterinária e Zootecnia

Início da puberdade de cordeiros provenientes de ovelhas deslanadas submetidas à restrição calórica ou proteica

Laísa Cândida de Resende FRAGA, AnaKeiko HATAMOTO-ZERVOUDAKIS, Lucianade Souza SILVA JÚNIOR, Lourivalda Silva CABRAL, LucianoRicardo de SOUZA, JoséSalgado BARROS, DanilloMarques ANGREVES, Giselde

ResumoO estudo foi realizado para avaliar se a restrição calórica ou proteica em fêmeas lactantes influencia o início da puberdade de seus cordeiros. Foram utilizados 21 cordeiros, sendo duas fêmeas e cinco machos por tratamento. Durante sessenta dias as mães receberam o tratamento aleatoriamente escolhido para o seu cordeiro: controle (TC, mantença), restrição calórica (TRC, ½ da energia do TC) e restrição proteica (TRP, 1/3 da proteína do TC). Após o desmame, os cordeiros receberam uma dieta composta por silagem de milho e concentrado, sendo pesados e avaliados quinzenalmente. Nos machos, coletava-se o ejaculado, mensurava-se circunferência escrotal e as dimensões testiculares. Nas fêmeas, realizava-se ultrassonografia para medir os ovários e verificar presença de corpo lúteo. Os machos eram considerados púberes se apresentassem ejaculado com, no mínimo: motilidade de 50%, concentração do ejaculado de 50 x 106espermatozóides/mL e, no máximo, 50% de anormalidades espermáticas totais, e as fêmeas, se apresentassem corpo lúteo. Foi encontrada interação entre período de avaliação e tratamento para circunferência escrotal (p=0,0019), volume testicular médio (p=0,0025), motilidade (p 0,0001) e concentração espermática (p=0,027), sendo o TRP, mais tardio do que TRC e TC em todas variáveis. Nas borregas não houve diferença (p>0,05) entre os tratamentos quanto às características foliculares, porém houve quanto ao corpo lúteo (p=0,0179). Notou-se que as fêmeas do TC apresentaram corpo lúteo a partir da 10a semana, TRC da 11a e o TRP da 13a. Concluiu-se que a restrição proteica materna durante a lactação atrasa o início da puberdade de seus cordeiros.

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