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Periódicos Brasileiros em Medicina Veterinária e Zootecnia

Estrutura populacional e tendências genéticas e fenotípicas da raça Guzerá no Nordeste do Brasil

Hunaldo Santos, LeonardoMaria Pinheiro de Oliveira, SôniaHenrique Mendes Malhado, CarlosLuiz de Souza Carneiro, PauloMartins Filho, RaimundoNonato Braga Lôbo, Raimundoda Silva Rodrigues, Daliane

Objetivou-se avaliar a estrutura populacional e a relação desta com o progresso genético ocorrido em características de crescimento em rebanhos da raça Guzerá do Nordeste do Brasil. Foram utilizadas informações de pedigree e dados do peso corporal ajustado para 205, 365 e 550 dias de idade de animais nascidos no período de 1976 a 2007. O intervalo médio de geração por passagem gamética foi de 7,9 ± 4,4 anos, assim estratificado: Pai-Filho (7,5±4,5 anos); Pai-Filha (7,9±4,8); Mãe-Filho (7,8±4,2) e Mãe-Filha (7,9±3,9 anos). O coeficiente de endogamia apresentou tendência a crescer da segunda até a sétima geração, a passar de 0,17% para 2,06%, mas, ao se considerar apenas os animais endogâmicos, observou-se que o coeficiente médio de endogamia diminuiu, de 15,66% para 6,75% no período. O intervalo de geração foi alto. Para reduzi-lo é recomendável a utilização de touros jovens. O tamanho efetivo de população da raça na região foi entre 197 e 674 animais. Se analisado juntamente com a tendência de redução da endogamia nas últimas três décadas, evidencia existir potencial para ganho genético por seleção na raça, visto que o coeficiente de herdabilidade do peso corporal aos 365 e 550 dias de idade foi de tamanho moderado. Pela análise da tendência do ganho genético nas características do período avaliado, constatou-se que foi pequena diante de ganho fenotípico alto, o que indica que o progresso fenotípico observado foi decorrente, em sua maior parte, das melhorias realizadas no manejo.

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