Espermatogênese e maturação espermática: aspectos relevantes durante o exame andrológico nas espécies domésticas
França, Luiz Renato deAvellar, Maria Christina W
A fertilidade e a eficiência reprodutiva do macho já estão determinadas desde o início do desenvolvimento testicular, quando as células de Sertoli e de Leydig fetais desempenham papel fundamental para a diferenciação/desenvolvimento do trato genital masculino. A célula de Sertoli coordena ainda a espermatogênese e seu número total, estabelecido entre a fase fetal e a puberdade, determina a magnitude da produção espermática. A alta eficiência espermatogênica observada em mamíferos deve-se principalmente aos seguintes fatores: elevado índice gonadossomático; alto percentual de túbulos seminíferos no testículo; maior número de gerações espermatogoniais; menor número de perdas/apoptoses das células germinativas; elevado número de células de Sertoli por grama de testículo e sua alta capacidade de suportar células germinativas; e curta duração da espermatogênese. O trânsito espermática no epidídimo dura 1-2 semanas. Ao final dessa fantástica jornada, quando adquirem a maturação e a capacidade de reconhecer e fecundar o oócito, os espermatozoides são estocados e permanecem de forma quiescente até o momento da ejaculação. Provavelmente sob a influência dos desreguladores endócrinos, evidências recentes mostram drástico declínio na qualidade seminal e concentração espermática no homem. Certamente, isso é um forte sinal de alerta para os animais domésticos e silvestres, que são ainda pouco investigados nesse aspecto.(AU)
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