VETINDEX

Periódicos Brasileiros em Medicina Veterinária e Zootecnia

p. 28-28

Ruptura do tendão extensor digital longo em equino mangalarga marchador: Relato de caso

Moreira, Yane FernadesBarros, Maria Raquel CorreiaToledo, Camila AlmeidaMatay, Diogo Alexandre TenórioLima, Aline Mayara Silva deNotomi, Marcia KikuyoEscodros, Pierre Barnabé

Um equino da raça Mangalarga Marchador, 7 anos e 390 kg foi encaminhado ao ambulatório do Grupo de Pesquisa e Extensão de Equídeos da Universidade Federal de Alagoas, GRUPEQUI-UFAL, apresentando trauma na região do globo ocular esquerdo ocorrido há 5 dias. Ao exame clínico notou-se desidratação aproximada de 5%, hiporexia, oligodipsia, arreflexia, hipermetria e incoordenação motora severa. O paciente foi submetido, logo após o internamento, a administração de Enrofloxacina (10 mg/kg/IV), Dexametasona (0,5 mg/kg/IV), DMSO (0,5 g/kg/IV em solução a 10%), complexo vitaminico B12 e B1, Manitol (20 mg/kg) e 14 litros de soro Ringer Lactato. O tratamento foi prescrito por três dias, complementando com crioterapia durante 15 minutos e pomada manipulada com composição de Heparina Sódica, Dimetilsulfóxido e Fitotrauma na região edemaciada de cabeça; instilação de 4 gotas de Tropicamida 10mg/ml e 3 gotas de ciprofloxacina (3 mg/mL) a cada 4 horas para retorno da função ocular e possível reposicionamento. Quatro dias após entrada e sem melhora no quadro, o equino foi submetido à intervenção cirúrgica para enucleação e descompressão mecânica da região. A anestesia foi intravenosa “triple drip” com uso de éter gliceril guaiacol, cetamina e xilazina, além de bloqueios anestésicos perineurais com lidocaina dos nervos zigomático, supra-orbitário e lacrimal. Após enucleação, constatou-se fratura cominutiva de arco zigomático, sendo retirado e curetado toda sua extensão. O animal não demonstrou sinais de melhora em até 24 horas após a cirurgia, piorando o quadro de incoordenação e ficando em decúbito prolongado, sendo realizada a eutanásia cerca de 72 horas após a cirurgia. Conclui-se que a dificuldade de diagnóstico e demora do proprietário em levar o animal com trauma cerebral ao atendimento são fatores que desfavorecem o prognóstico em casos como o relatado.(AU)

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