VETINDEX

Periódicos Brasileiros em Medicina Veterinária e Zootecnia

p. 21-21

Diagnóstico citológico e microbiológico da mastite caprina e ovina

Ferreira, Maria de Nazaré SantosBarros, Alana Ferreira deNunes, Annelise Castanha Barreto TenórioPacó, Thays RibeiroNascimento, Jobson da SilvaSilva, Karla Patricia Chaves da

A caprinovinocultura era vista como uma atividade de subsistência na região Nordeste do país, caracterizada por baixa produtividade e sendo desempenhada por produtores carentes de recursos financeiros e tecnologias. Hoje em dia, o potencial produtivo destes animais vem se distinguindo fazendo com que a atividade seja de relevante importância cultural, social e econômica. Objetivou-se diagnosticar por métodos diretos e indiretos a mastite em caprinos e ovinos. Detectou-se a mastite clinica e subclínica em 36 ovinos e 42 caprinos por meio dos testes da caneca telada, California Mastit Test (CMT), punção aspirativa do parênquima da glândula mamária e posterior citologia, associado ao exame microbiológico do leite. Observou-se em caprinos 6,50% com mastite clínica e 81,25% com mastite subclinica, destas a mastite subclínica intensa foi a mais frequente (37,50%) e os tetos negativos foram 12,50%. Na microbiologia do leite foi identificada em maior frequência a bactéria Staphylococcus sp. (53,85%), seguida de Streptococcus sp. (23,08%), além de Corynebacterium sp., Bacillus sp. e Candida sp.com 7,69% dos isolados. Na citologia das mastites produzidas por Staphylococcus sp. houve presença de polimorfonucleares em quantidade intensa. Na mastite subclínica produzida por Candida sp., detectou-se polimorfonucleares em quantidade leve, associado a presença de eosinofilos e linfócitos. Diagnosticou-se em ovinos 11,11% de tetos positivos para mastite clínica e 50% reativos para mastite subclínica, onde a mastite subclinica intensa foi a mais frequente (22,22%) tendo 38,89% de tetos negativos. Identificou-se 100% de Staphylococcus sp. causadores de mastite clínica e subclínicas. Na citologia não foram observadas alterações significativas nos tetos com mastite subclínica. Na mastite clínica houve presença de fibrina, polimorfonucleares e cocos agrupados em forma de cachos de uva. Conclui-se que a mastite subclínica é a forma da doença mais frequente para caprinos e ovinos, comumente de etiologia contagiosa e que a citologia aspirativa é um método rápido que pode auxiliar no diagnóstico da mastite a campo.(AU)

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