VETINDEX

Periódicos Brasileiros em Medicina Veterinária e Zootecnia

A análise infravermelha ou ultrassônica do leite pode afetar seus resultados?

Manske, Guilherme AugustoRigo, ElisandraGomes, Fábio JoséSchogor, Ana Luiza Bachmann

O monitoramento constante da qualidade do leite por parte das indústrias beneficiadoras demanda o uso de metodologias que agregam agilidade e baixo custo por análise, como a utilização de equipamentos eletrônicos que podem ter como princípio a espectroscopia por infravermelho ou por ultrassom. No presente estudo, avaliou-se a qualidade do leite recebido por um laticínio da região extremo oeste catarinense e comparou-se duas metodologias de análise de composição química desta matéria prima, sendo que ambos os equipamentos utilizaram procedimentos padrões para calibração, considerando como referência os dados oriundos dos métodos analíticos clássicos preconizados na legislação Brasileira. Foram comparadas amostras de leite de 45 produtores para análise físico-química, de CCS e CBT, realizadas no laboratório do laticínio e em laboratório oficial. As metodologias por infravermelho (IR) e ultrassom (US) foram comparadas e correlacionadas para composição química de gordura, proteína e lactose. Os resultados demonstraram que não houve diferença significativa para as médias de gordura (P=0,06), entretanto, apresentaram diferença para proteína (P=0,001), maior para IR (3,23 vs. 3,33), e lactose (P<0,0001), maior para US (4,47 vs. 4,83). A correlação foi positiva e significativa para gordura (r=0,73, P<0,0001), proteína (r=0,47, P=0,001) e lactose (r=0,51, P=0,0003). Os resultados das análises de qualidade, considerando composição, CBT e CCS, atenderam a legislação vigente em 95,5%, 84,1% e 64,4% dos produtores, respectivamente. Concluiu-se que as metodologias afetaram os resultados, e estes podem ter sido influenciados pelo fator de correção, utilizado para calibração, sendo específicos para as amostras analisadas durante o período do estudo.(AU)

Texto completo