VETINDEX

Periódicos Brasileiros em Medicina Veterinária e Zootecnia

p. 1629-1634

Linfadenectomia inguinoilíaca laparoscópica, após impregnação linfática com diferentes marcadores em cadelas hígidas

Souza, Fernando Wiecheteck deBrun, Maurício VelosoFeranti, João Pedro ScusselOliveira, Marília Teresa deCopat, BrunaBaumer, SabrinaNatasha Kasper, PriscilaSchimitt, BernardoChaves, Rafael OliveiraBrum, Juliana Speroto

O sistema linfático mamário de animais saudáveis e neoplásicos é pouco estudado. Inexistem respostas detalhadas quanto ao padrão de comunicação entre as cadeias linfáticas mamárias com as abdominais e pélvicas em animais sadios ou com neoplasmas na referida glândula. Por essa razão, pretendeu-se avaliar a ocorrência dessa comunicação linfática intrabdominal, verificando também se a cadeia linfática inguinoilíaca poderia ser adequadamente abordada via cirurgia laparoscópica. Para tanto, os animais foram distribuídos, de forma randômica, em três grupos cirúrgicos: pacientes submetidos à técnica de coloração linfática com o corante azul de metileno estéril (G1); animais submetidos à técnica de impregnação linfática com o corante verde de indocianina (G2); animais submetidos à técnica demarcação linfática, utilizando solução fisiológica de NaCl a 0,9% (G3). Em todos os grupos, foi realizada a aplicação intradérmica, do corante ou solução fisiológica, ao redor da mama inguinal direita, em tempos distintos de 12h ou 30min, antes da incisão de pele. Após, foram coletadas, por videolaparoscopia, duas regiões contendo tecido adiposo, laterais às artérias ilíacas interna e externas, buscando avaliar a presença e o número de linfonodos extirpardos. Por último, realizou-se a ovário-histerectomia eletiva pelos mesmos portais de acesso. Foram considerados ainda, o tempo de cirurgia e as complicações e dificuldades técnicas trans e pós-operatórias. A técnica proposta de linfadenectomia inginoilíaca intrabdominal não obteve êxito na coleta de linfonodos. As técnicas de marcação linfática realizadas, utilizando tanto o azul de metileno a 1%, como o verde de indocianina a 1%, não evidenciaram nenhuma marcação transoperatória nos tempos estudados. Em relação às complicações e dificuldades técnicas trans e pós-operatórias, observou-se, em todos os animais, reações de hipersensibilidade cutânea ao uso dos corantes. As técnicas propostas não apresentaram maiores dificuldades de execução ou complicações transoperatórias.(AU)

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