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Periódicos Brasileiros em Medicina Veterinária e Zootecnia

Pseudovaríola e estomatite papular em bovinos no Estado de Rondônia, Brasil

Felipetto Centro de Ciências Rurais (CCR) Setor de Virologia) Cargnelutti, JulianaSilva) Santos, Bethâniadas Neves) Lebre, SabrinaNaihane Alves) Sodré, DéboraMandu da) Silva, RogérioCentro de Ciências Rurais (CCR) Setor de Virologia) Weiblen, RudiFurtado Centro de Ciências Rurais (CCR) Setor de Virologia) Flores, Eduardo

Casos de doença vesicular, suspeitos de febre aftosa ou estomatite vesicular, foram acompanhados em rebanhos de cria e recria de bovinos no município de Nova Brasilândia do Oeste, região centro-sul do Estado de Rondônia, nos meses de outubro e novembro de 2012. Os casos ocorreram em 13 rebanhos próximos, sendo que amostras de nove rebanhos foram submetidas ao diagnóstico laboratorial. O surto afetou 25 do total de 482 animais, a maioria com idade inferior a seis meses. Os animais apresentaram lesões papulares e vesiculares, principalmente na cavidade oral, mas também no focinho e na pele, com curso aproximado de 7 a 10 dias. Após diagnóstico negativo para febre aftosa, suabes e fragmentos de tecidos das lesões e crostas foram submetidos à pesquisa de outros vírus associados com doença vesicular: parapoxvírus bovinos, vírus da vaccínia e herpesvírus bovino tipo 2 por isolamento em cultivo celular e PCR. Amostras de animais de quatro propriedades foram positivas no PCR para o gene B2L dos parapoxvírus. Sequenciamento e análise filogenética dos produtos de PCR revelaram similaridade de nucleotídeos de 97-99% com o vírus da pseudovaríola (PCPV) em material de animais de três propriedades, e amostras de um rebanho apresentaram a mesma similaridade com o vírus da estomatite papular (BSPV). As demais amostras foram negativas para os vírus pesquisados. Esses resultados demonstram a circulação desses parapoxvírus em bovinos de Rondônia e alertam para a necessidade de diagnóstico etiológico rápido e correto para evitar e/ou abreviar as consequências de medidas restritivas em relação à febre aftosa, e também, para planejar estratégias de combate a essas infecções.

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