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Periódicos Brasileiros em Medicina Veterinária e Zootecnia

Expressão diferencial de proteínas do fungo Conidiobolus lamprauges cultivado em diferentes temperaturas

de Laboratório de Microbiologia Veterinária e Biologia Molecular) Godoy, IsabelaAriadne Jesus de Laboratório de Microbiologia Veterinária e Biologia Molecular) Paula, DaphineMarques da Laboratório de Microbiologia Veterinária e Biologia Molecular) Silveira, MarceloNatasha dos Santos Laboratório de Microbiologia Veterinária e Biologia Molecular) Brandão, LailaLaboratório de Microbiologia Veterinária e Biologia Molecular) Dutra, ValériaLaboratório de Microbiologia Veterinária e Biologia Molecular) Nakazato, Luciano

Para sobreviverem na temperatura corpórea de seu hospedeiro, os fungos patogênicos têm desenvolvido mecanismos moleculares importantes, como a expressão de proteínas relacionadas ao crescimento em altas temperaturas. Assim, o objetivo deste trabalho foi analisar o crescimento in vitro de Conidiobolus lamprauges em diferentes temperaturas e comparar o perfil de proteínas expressas através de eletroforese bidimensional (2D), em duas temperaturas distintas, sendo uma considerada baixa (28°C) e alta (37°C). Para análise do crescimento em diferentes temperaturas, cinco isolados de C. lamprauges, oriundos de ovinos doentes, foram incubados a 20, 25, 30, 35 e 40°C e o crescimento radial foi medido a cada 24 horas. Para análise da expressão diferencial, realizou-se a extração de proteínas do fungo cultivado a 28°C e a 37°C por 48 horas. A média de crescimento radial dos isolados foi diferente nas temperaturas analisadas, sendo 35°C a melhor temperatura para crescimento em todas as amostras. A temperatura ótima ajustada variou entre 33,3°C a 34,8°C. Os limites inferior e superior de inibição de crescimento foram 18°C e 42°C, respectivamente. Na análise da expressão diferencial, foram encontrados 16 spots diferencialmente expressos, sete (7/16) estavam com expressão diminuída e nove (9/16) com expressão aumentada a 37°C, quando comparado a 28°C. Além disso, oito spots estavam presentes apenas a 28°C e seis a 37°C. Sugere-se que C. lamprauges produza um perfil de proteínas relacionadas à termorregulação desencadeado pela alta temperatura do hospedeiro.

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