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Periódicos Brasileiros em Medicina Veterinária e Zootecnia

Óleo essencial de aroeira-vermelha como aditivo na ração de frangos de corte

Aparecida da Silva, MariaMirelly de Sousa Pessotti, BrunaFreitas Zanini, SuramaLuiz Colnago, Geraldode Carvalho Nunes, LouisianeRegina Alves Rodrigues, MariaFerreira, Larissa

Objetivou-se avaliar os efeitos da inclusão de óleo essencial de aroeira-vermelha (Schinus terebinthifolius Raddi) como promotor de crescimento nas rações de frangos de corte sobre o desempenho e morfometria intestinal desses animais. Foram utilizados 300 pintos de um dia de vida, tipo corte, machos, linhagem Cobb. As aves foram alojadas em 20 boxes de 2m² (15 aves boxe-1), distribuídos em um delineamento inteiramente casualizado, em grupos de quatro (4) tratamentos e cinco (5) repetições, com 15 aves cada. Os grupos foram identificados como T1: dieta sem promotor de crescimento e sem óleo de aroeira-vermelha (controle negativo); T2: dieta com promotor de crescimento e sem óleo de aroeira (antimicrobiano e anticoccidiano - controle positivo); T3: dieta contendo somente antimicrobiano (bacitracina de zinco); T4: dieta com 0,4% de óleo de aroeira-vermelha. Não houve efeito significativo dos tratamentos sobre o desempenho animal (P>0,05). Contudo, quanto aos aspectos morfométricos dos intestinos verificou-se que, aos 21 dias de idade, os animais tratados com promotor de crescimento apresentaram maior relação vilo:cripta, que não diferiu dos tratados com 0,4% de óleo de aroeira-vermelha (P>0,05). As aves arraçoadas com uma dieta sem promotor de crescimento (sem antibiótico e anticoccidiano) tiveram a menor relação vilo:cripta (P 0,05). A adição de óleo de aroeira-vermelha na dieta de frangos de corte reduziu o peso relativo dos intestinos quando comparado com a dieta sem promotor de crescimento (P 0,05), não diferindo dos tratados com promotor de crescimento (P>0,05). Neste estudo, não houve diferença significativa na profundidade das criptas de Lieberkühn e na altura das vilosidades entre os tratamentos (P>0,05). Concluiu-se que a adição de 0,4% de óleo de aroeira promoveu uma melhoria na superfície absortiva intestinal das aves, quando comparado com as aves alimentadas sem promotor de crescimento.

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