VETINDEX

Periódicos Brasileiros em Medicina Veterinária e Zootecnia

p. 242-250

MASTOCITOMA CANINO: ESTUDO RETROSPECTIVO

Maziero Furlani, JulianaRoberto Daleck, CarlosAntonio Mendes Vicenti, FelipeBarboza De Nardi, AndrigoTadeu Pereira, GenerEvangelista Santana, ÁureoEurides, DuvaldoAntônio Franco da Silva, Luiz

Este estudo retrospectivo incluiu um total de 49 cães, 28 machos e 21 fêmeas, de diversas raças, entre dois e 17 anos de idade. A maioria dos cães acometidos era mestiça ou da raça Boxer e Teckel, apresentavam idade entre seis e nove anos. Onze animais apresentaram mastocitoma grau I, 10 grau II e nove grau III. Na maioria dos casos, empreitou-se apenas a intervenção cirúrgica ou esta associada à quimioterapia. Conclui-se que a intervenção cirúrgica isolada, utilizada em casos de prognóstico favorável, proporciona maior sobrevida. Cães das raças Teckel e Boxer apresentam sobrevida maior. Cães acometidos em múltiplas regiões do corpo apresentam menor sobrevida. A incidência dos graus histológicos do mastocitoma canino se dá de forma semelhante, porém tende a decrescer do grau I ao III. Mastocitomas de grau elevado estão associados à menor sobrevida. A citologia aspirativa permite o diagnóstico preciso do mastocitoma canino, porém, a histopatologia faz-se imperativa para a determinação do grau histológico e delineamento adequado do tratamento. A quimioterapia incompleta ou a ausência de tratamento apresentam resultados pouco alentadores. Na maioria dos casos de mastocitoma, atendidos neste estudo, o tempo de sobrevida foi baixo.

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