VETINDEX

Periódicos Brasileiros em Medicina Veterinária e Zootecnia

p. 135-144

Resposta de germinação das sementes de Hylocereus setaceus (Salm-Dyck ex DC: ) Ralf Bauer (Cactaceae) à temperatura e à redução do potencial de água

Simão, ETakaki, MCardoso, VJM

As respostas de germinação de sementes de Hylocereus setaceus para incubações isotérmicas sob diferentes potenciais de água foram analisadas utilizando-se modelos de graus dia e psi dia, com o objetivo de descrever alguns parâmetros da população e para testar a viabilidade do modelo para descrever as respostas da semente a temperatura e potencial de água. Sementes de H. setaceus germinaram relativamente bem em uma ampla faixa de temperaturas e a germinação foi limitada pela velocidade nos intervalos de 11 a 20 ºC, e de 30 até 40 ºC, nos quais a velocidade de germinação aumenta e diminui, respectivamente, com a temperatura. A temperatura mínima ou base (Tb) para germinação de H. setaceus foi 7 ºC, e a temperatura máxima variou de 43,5 a 59 ºC dependendo da fração percentual, com média de 49,8 ºC. O número de graus dia necessário para 50 por cento das sementes germinarem na faixa de temperatura infra-ótima foi de 39,3 ºC dia, enquanto que, no intervalo supra-ótimo o valor de 77 ºC dia foi assumido como constante para todo o intervalo. A germinação foi sensível à diminuição do ψ no meio, e tanto a germinabilidade como a velocidade de germinação mudaram negativamente com a redução do ψ, sendo que a taxa de redução mudou com a temperatura. Os potenciais base de água (ψb(g)) tendem a zero com o aumento da temperatura e essa variação se reflete no efeito relativamente maior do ψ sobre a germinação na faixa supra-ótima de temperatura. No geral, o modelo descreveu melhor as curvas de germinação em potenciais de água baixos do que em altos. As análises também sugerem que Tb pode não depender do ψ e que o ψb(g) pode mudar em função da temperatura na faixa infra-ótima de temperatura.(AU)

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