VETINDEX

Periódicos Brasileiros em Medicina Veterinária e Zootecnia

p. 427-432

Alometria em carcaças de cordeiras do grupo genético Pantaneiro abatidas com diferentes espessuras de gordura subcutânea

Mora, Natália Holtz Alves PedrosoMacedo, Francisco de Assis Fonseca deOsório, José Carlos SilveiraMartins, Elias NunesMexia, Alexandre AgostinhoMacedo, Thiago Gomes de

Foram utilizadas 24 cordeiras do grupo genético Pantaneiro, com aproximadamente 100 dias de idade e peso corporal médio de 16,24 ± 1,78 kg, abatidas com 2,0; 3,0 e 4,0 mm de espessura de gordura subcutânea, avaliadas por ultrassonografia sobre o Longissimus, para avaliar o crescimento alométrico. As cordeiras receberam ração completa peletizada para ganho de peso diário de 0,30 kg. Os abates ocorreram à medida que as cordeiras atingiam a espessura de gordura pré-determinada. Após 24 horas refrigeradas a 4ºC, as carcaças frias foram seccionadas ao meio e pesadas. O lado direito foi separado em cinco cortes para determinação da alometria da carcaça e dos cortes. Nos cortes pescoço e costilhar, os tratamentos apresentaram crescimento isogônico. O lombo manteve-se tardio para 2,0 e 3,0 mm. A paleta e perna apresentaram crescimento isogônico nos tratamentos 3,0 e 4,0 mm. A perna em relação à meia carcaça apresentou a maior correlação. Os cortes obtiveram desenvolvimento diferenciado nas taxas de crescimento dos tecidos. Recomenda-se o abate de cordeiras Pantaneiras com 3,0 mm de espessura de gordura pela carcaça já ter atingido a sua maturidade fisiológica. Os cortes paleta e perna são os mais indicados para dissecação por apresentarem a maior correlação com a carcaça, em fêmeas do grupo Pantaneiro.(AU)

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