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Periódicos Brasileiros em Medicina Veterinária e Zootecnia

p. 1-6

Perfil de resistência a antimicrobianos de Streptococcus suis tipo 2 isolados a partir de tonsilas de suínos de abate

Maria Dall Agnol, AlaisDanielle Melo, FernandaPaulo Zuffo, JoãoCosta Nihues, ThaísKnackfuss Vaz, Eliana

Muitos patógenos acometem a suinocultura e causam diversos prejuízos. Dentre eles destaca-se o Streptococcus suis (S. suis) um micro-organismo emergente, responsável por causar meningite, septicemia, artrite, endocardite e pneumonia [10]. Ocasionalmente pode causar uma severa infecção sistêmica em humanos, contaminando pessoas que possuem contato com suínos infectados ou com a carne suína contaminada [8,22].O S. suis tem distribuição mundial e é dividido em 35 tipos com base no polissacarídeo capsular, descritos de 1 ao 34 e ½. Sendo o tipo 2 considerado o mais patogênico e prevalente no mundo [9] e no Brasil [7,15]. As tonsilas de suínos sadios podem carrear o S. suis assintomaticamente [11], tornando esses animais disseminadores do patógeno para suínos susceptíveis, levando a ocorrência de surtos, ocasionando morbidade e mortalidade [17].A utilização de drogas antimicrobianas tanto para o tratamento quanto para a profilaxia demonstram efetividade no controle da infecção bacteriana. Vários antimicrobianos são utilizados com o intuito de reduzir a carga microbiana, sendo as penicilinas e amoxicilina os mais utilizados [9]. No entanto o uso amplo e indiscriminado desses fármacos induz a seleção de bactérias resistentes, e essa resistência pode ser cruzada entre as outras classes de antimicrobianos [19].A análise in vitro da sensibilidade antimicrobiana é importante para a utiliz

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