VETINDEX

Periódicos Brasileiros em Medicina Veterinária e Zootecnia

p. 1-8

Isolamento de dermatófitos e fungos saprotróficos do pelame de gatos sem dermatoses na região metropolitana de Porto Alegre - RS, Brasil

Ferreiro, LaerteRoehe, CarlosSpanamberg Dorneles, AndréiaMachado, GustavoFloriano Fraga, CibeleGottlieb Lupion, CamilaJavornick Barros, GabrielaoMaria Cavallini Sanches, Edna

Nas últimas décadas tem sido observado um aumento do convívio entre animais e humanos, fato justificado pela urbanização e verticalização das cidades. Os animais de companhia passaram a habitar o interior das residências, aumentando o contato direto com seus proprietários.Os dermatófitos são classificados em geofílicos, zoofílicos ou antropofílicos [12,34]. As espécies zoofílicas são patógenas preferenciais dos animais, mas também podem causar infecção no homem.A dermatofitose é a infecção cutânea mais comum em gatos e é causada, na maioria absoluta dos casos, por Microsporum canis [10,16,25,41]. Esta espécie zoofílica de distribuição mundial pode ser isolada em porcentagem bastante variável (0,0 - 47,4%) de gatos sem dermatose (Tabela 1).A transmissão ocorre por contato direto com animais com dermatofitose ou indireto, com propágulos fúngicos presentes em ambientes contaminados, fômites e também, a partir do contato direto com o pelame dos animais carreadores sem sinais clínicos [14,29].Sua ocorrência é variável nas diversas regiões do mundo e até mesmo dentro de um país, devido a uma gama de fatores como clima, condições sócio- -econômicas, hábitos higiênicos, urbanização, sistema imunológico do hospedeiro, características dos fungos e ações terapêuticas [18,21]. Na região sul do Brasil, mais especificamente no Rio Grande do Sul, existem poucos registros sobre gatos hígidos p

Texto completo