VETINDEX

Periódicos Brasileiros em Medicina Veterinária e Zootecnia

p. 1-7

Imunohistoquímica em miocárdio de cães naturamente infectados por Leishmania chagasi

Pereira Soares, NicolleAparecida Medeiros, Alessandrade Paula Castro, IgorMeziara Wilson, TaísCarvalho Guimarães, Ednaldode Almeida Moreira, Thaís

A leishmaniose visceral é uma doença de cará- ter crônico e endêmico, além de uma zoonose, sendo o cão doméstico o principal reservatório e fonte de infecção para o homem no meio urbano [15]. A leishmaniose visceral canina é causada pelo protozoário Leishmania sp. sendo a Leishmania chagasi, observada no Brasil [7]. Há duas formas distintas do parasito: a forma promastigota, encontrada no trato digestivo dos flebotomíneos da espécie Lutzomyia longipalpis; e a forma amastigota, parasita intracelular de diversos vertebrados [6].No cão, por se tratar de uma doença multissistêmica, elevado número de parasitos são encontrados em órgãos linfáticos, o que permite a multiplicação e disseminação para outros órgãos, dentre eles, o cora- ção [13,14]. As amastigotas de Leishmania chagasi ao parasitarem o miocárdio de cães positivos são responsáveis alterações morfológicas e funcionais, além de miocardite linfohistioplasmocitária e necrose do miocárdio [1,3,4,9,12,18].O exame parasitológico é usado na identificação do parasita em órgãos como linfonodo, baço ou medula óssea e é considerado como método de diagnóstico definitivo [2]. Entretanto, esse método de diagnóstico não demonstra eficácia quando utilizado no coração [1]. No miocárdio, o parasito pode ser identificado por avaliação histopatológica [12] e imunohistoquímica [1,3,9,12].Objetivou-se verificar a presença de amastigotas de Leis

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