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Periódicos Brasileiros em Medicina Veterinária e Zootecnia

p. 1-8

Administração de gonadotrofina coriônica humana para estimulação da função luteal em vacas de corte lactantes

Batista Souza Borges, JoãoXavier Thedy, DiegoMaronna Dias, Marcelode Azevedo Velho, FabrícioRosa de Almeida, Marcos

Nos últimos anos, o uso da inseminação artificial a tempo fixo (IATF) em vacas de corte disseminou- -se largamente no Brasil, devido a facilidade de aplica- ção dos protocolos de sincronização de estros/ovulação e pela possibilidade alcançar ganhos no desempenho dos rebanhos através do uso de reprodutores geneticamente superiores. No entanto, os índices de prenhez após a IATF em vacas de corte lactantes situam-se próximos de 50%, tendo como possíveis causas de insucesso a falha na ovulação, a reduzida função lútea e as perdas gestacionais [17,23]. Vacas de corte lactantes frequentemente (até 40%) apresentam função lútea reduzida com baixa produção de progesterona e a vida do corpo lúteo (CL) encurtada durante a fase de transição para retomada da função cíclica ovariana no pós-parto [2]. Estudos têm demonstrado a relação entre as concentrações de progesterona circulantes nos dias 5, 6 e 7 após a ovulação [16] e a viabilidade embrionária em vacas de corte [5] e leiteiras [12,24]. Como alternativas para promover a função lútea e a viabilidade embrionária, terapias hormonais têm sido testadas após a IA, utilizando progesterona [10,13,18,20], GnRH [11,26] ou hCG [6,7,9,15,30]. A administração de hCG no período de formação do CL tem efeito luteotrófico e também pode induzir a ovulação do primeiro folículo dominante [29], resultando no desenvolvimento de um CL acessório [15]. O objeti

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